Sanātana Dharma
(सनातन धर्म)
(सनातन धर्म)
Há dez bilhões de anos Varuna (वरुण) chegou às margens do rio Jhelum para procurar Aquele cujo nome era proibido de ser mencionado (לוציפר). Para garantir que as terras daquele vale seriam protegidas, Ele decidiu fazer nascer o poderoso Brahma (ब्रह्मा), cuja função máxima seria criar a vida que se desenvolveria no local. Entretanto, Varuna sabia que o Traídor atentaria contra a criação e, portanto, criou Vishnu (विष्णु) e Shiva (शिव). Assim, enquanto a função de Brahma seria criar, a de Vishnu seria manter e a de Shiva destruir, caso a Pureza da Criação parecesse maculada.
Brahma então começou a dar vida à região do Vale do Indo, ordenando o crescimento de grandes florestas tropicais e o surgimento das monções, que serviriam para reabastecer os grandes rios como o Indo, o Ganges e o Brahmaputra. Nos vales e encostas das montanhas do Himalaia, Brahma soprou um ar temperado e subtropical. Das terras férteis banhadas pelo Mar de Thar, Ele ordenou que brotassem árvores e plantas de folhas caducas e na região peninsular, Decan, as chuvas frequentes favoreceram o crescimento de bambu, sândalo e teca. Assim começava, há quatro bilhões de anos atrás, a Satya Yuga (सत्य युग) - o primeiro ciclo de Brahma.
Os três deuses do trimurti (त्रिमूर्ति) seguiram seus destinos, com Brahma criando enquanto estivesse disposto e Vishnu mantendo o equilíbrio da Criação. Mas ficara decidido que, quando estivesse cansado Brahma dormiria e, com certeza nesse momento, o Traídor apareceria, então Shiva deveria destruir toda a Criação, para que Brahma recriasse tudo de novo e, com pureza, quando acordasse.
Varuna havia Lhes avisado que quatro vezes Brahma hibernaria e quatro vezes Shiva destruíria a Criação, antes da batalha derradeira.
Com suas rotinas restabelecidas, os deuses decidiram então que deveriam constituir família. O primeiro a casar-se foi Brahma, que se apaixonou por uma criação Dele mesmo, Sarasvati (सरस्वती). Depois foi Vishnu, que contraiu matrimônio com a deva Lakshmi (लक्ष्मी). O ultimo a casar-se foi Shiva, que primeiro escolhera Sati (सती) e depois que ela morreu casou-se com o avatar de sua reencarnação, Parvati (पार्वती).
Assim sendo, Brahma teve sete filhos: Abhimani (चिंतन), Sanat (रोशनी), Sanatana (सनातन), Sanaka (बेटा), Sanandana (विकास), Daksha (दक्ष प्रजापति) e Suayambhuva (प्रथम). Vishnu teve dois filhos: Kamadeva (कामदेव) e Ayyappa (అయ్యప్ప). E Shiva, por sua vez, teve quatro herdeiros: Ganesha (गणेश), Skanda (ಸುಬ್ರಹ್ಮಣ್ಯ), Rudra (रुद्रः) e Shashti (चौदह).
Entretanto, há pouco mais de 450 milhões de anos passados, o Traídor se aproveitou da sonolência de Brahma e adentrou Seu reino.
Como seu objetivo era desestabilizar o panteão e assim forçar Varuna a retornar, o Traídor começou a jogar os filhos e os netos dos deuses do trimurti uns contra os outros.
Assim sendo, primeiro convencera o senhor do fogo, Abhimani, de que seus próprios filhos antentavam contra ele. Depois procurou o deus da paixão Kamadeva e sua esposa Rati (कामुक), a senhora da sexualidade, e os convenceu que a prática do sexo era mais importante do que a procriação. E assim continuou seu joguete: fazendo Sanat acreditar que era mais puro que os outros deuses, conduzindo Sanatana a questionar os próprios dogmas de Brahma, persuadindo Ganesha a adotar o celibato e levando Daksha a punir injustamente seu próprio genro, Soma (चंद्र).
Mas o pior pecado do Traídor foi justamente contra a filha de Daksha, Aditi (अदिति) e seu esposo Kasyapa (कश्यप). Ele fez os filhos do casal, conhecidos como os sete adityas acreditarem que eram maiores do que Brahma ou mesmo Varuna.
Em vista disto e da primeira hibernação de Brahma, Vishnu retinou-se do mundo material e Shiva devastou completamente o planeta, a cerca de 300 milhões de anos atrás, dando início ao segundo ciclo de Brahma, o Treta Yuga (त्रेता युग) que, segundo o próprio Varuna, contaria com a queda moral de muitos deuses.
Ao recriar o novo Vale do Indo, Brahma e vários deuses estrangeiros concluiram que o mais sábio seria tornar dominante uma forma de vida menos sensível do que as plantas, como os animais ditos de sangue frio.
Enquanto os répteis gigantescos conhecidos como dinossauros dominavam a vida na Terra, aqueles deuses que haviam sido maculados pelo toque pérfido do Traídor começavam a agir como Ele queria que agissem (com excessão de Abhimani, que conseguiu se livrar da Sua influência malévola com a ajuda de seus filhos).
Sanat, Sanatana, Sanaka e Sanandana começaram a sentir-se superiores aos demais deuses por serem filhos da mente de Brahma e não de Seu corpo. Assim sendo, resolveram que nunca se casariam e jamais procriariam. Brahma, indignado, repreendeu Seus filhos, que acabaram sendo convencidos pelo Traídor de que o Pai deles tinha medo que O substituissem. Dessa forma, os quatro passaram a viver mais etereamente e se isolaram, sendo auto-proclamados como os Quatro Kumaras.
Ao contrário deles, Kamadeva passava a idolatrar cada vez mais a carne, se deixando enradar maliciosamente pelos sentimentos intensos e pouco construtivos, como a volúpia e a cobiça da carne.
Mais uma vez Brahma hibernava, mas agora bem mais cedo do que o previsto, e os deuses começaram a se desentender com uma freqüencia cada vez maior. Mesmo os animais, lagartos gigantescos e outrora pacíficos, começavam a viver em guerra. Até mesmo os herbívoros lutavam, não por alimento, mas por terrítório. E Shiva viu-se obrigado a interferir mais uma vez. A quase de 95 milhões de anos atrás, quase toda a vida do planeta é extinta, dando início ao terceiro ciclo de Brahma - o Dvapara Yuga (द्वापर युग).
Desta vez, os deuses - de todos os cantos - decidiram que uma forma de vida com mais capacidade de discernimento deveria tornar-se a dominante e os mamíferos foram os escolhidos. Assim, a mais de 23 milhões de anos atrás, os tigres de bengala, elefantes e rinoscerontes, começaram a habitar o Vale do Indo. Sem citar as já existentes cobras, aves e peixes.
Corrompido pelo Traídor, Indra (इन्द्र) - o bisneto de Brahma - se autoentitula rei dos deuses. Injuriado, Shiva sugere que o trimurti se reuna e leve uma punição até o jovem, mas o próprio todo-poderoso Varuna se manifesta contra, pois segundo Ele, o poder da influência do Traídor já havia tomando conta de todo o panteão e seria perigoso demais permitir que Brahma, Vishnu e Shiva também fossem corrompidos. Assim, era justo que aqueles deuses de vontade fraca fossem punidos e, os de forte fé, premiados.
Surya (सूर्य), outro dos bisnetos de Brahma, casa-se com a deva Saranyu (भोर). Entretanto, o Traídor adentra a morada do casal e começa a fazer com que Saranyu sinta-se, cada dia mais, atraída por Suayambhuva, o filho caçula do próprio Brahma. Pouco tempo se passa até que Saranyu engravide, não de seu marido Surya, mas de Suayambhuva.
Do parto nasce um casal de gêmeos: a jovem Yami (स्त्री) e o pequeno Yama (यम).
Apesar da alegria do nascimento, Brahma surge e lança um castigo aos amantes traidores: seus filhos cresceriam belos e saudáveis, mas nunca seriam deuses, pois eles seriam meramente mortais - os primeiros mortais do Vale do Indo.
O Traídor retorna e, para tentar impedí-lo, Vishnu e Shiva contam com a ajuda de deuses estrangeiros que ordenam que o planeta inteiro seja congelado, em dados períodos... mas isso não detém o senhor das mentiras. Ele corrompe cada vez mais o panteão até que, a 100 mil anos atrás, nasce o primeiro humano legítimo do Indo, fruto da relação incestuosa de Yami e Yama. E seu nome é Manu (मनु).
Os humanos procriam rapidamente e logo começam a se agrupar em pequenas sociedades. Vivem pacificamente com os deuses menores que ainda habitam a Terra e não se importam em servi-los, por saberem a sua posição. Mas isso dura pouco.
Pacientemente o Traidor convence cada homem e mulher da espécie humana de que os deuses os escravisam, ao passo em que Ele mesmo insufla os deuses, dizendo que os humanos querem tomar seus lugares divinos e que tal afronta deveria ser castigada da pior forma possível e imaginável.
O clima de animosidade entre humanos e deuses torna-se intolerável. O trimurti já não aparecia a milhões de anos por ordem direta de Varuna e os próprios deuses começavam a duvidar da veracidade da existência de Brahma, Vishnu e Shiva.
Em 34 mil, antes de Cristo, grupos humanos grandes já dominavam perfeitamente a linguagem falada e se instalavam em Mehrgarh, que outrora fora uma terra santa dedicada a Kali (que era uma das formas de Parvati). Lá, começavam a desenvolver a agricultura com a ajuda de alguns deuses que, tendo brigado com outros deuses, se refugiavam em clãs humanos.
A situação já estava insustentável entre todos os povos da Terra quando Brahma anunciou sua terceira hibernação. Ao ver que Shiva já se preparava para destruir mais uma vez o vale, Vishnu decidiu que deveria intervir.
Assumindo a forma de um peixe chamado Matsya (मत्स्य), Vishnu mergulhou nas águas profundas do Indo e enfrentou o asura Hayagriva (हयग्रीव), cria do Traídor. Após vencer seu oponente, Vishnu - ainda no corpo do peixe Matsya - foi a superfície onde encontrou o sábio Satyavrata (सत्यवती) e ordenou-lhe que preparasse um barco e juntasse todos os animais do local, bem como os homens de natureza pura, pois Shiva iria inundar todo o planeta por 40 dias e 40 noites.
O ano era 10.000 a.C e, com esta enchente, iniciava-se o quarto e ultimo ciclo de Brahma, o Kali Yuga (कलियुग).
Nesse novo ciclo, onde a maioria dos deuses já não vivia mais entre os humanos e muitos deles foram relegados à condição de mito, o Traídor sobreviveu. Aproveitando-se da situação, ele busca Sanatana - o filho de Brahma que questionava os caminhos do pai - e o induz a criar uma religião, mas que reescrevesse aquilo que ele julgasse correto. Assim, Sanatana se passa por humano e ensina os outros humanos a adorarem Brahma, mas do Seu modo. Surge assim o Hinduismo.
Segundo a nova visão, o universo não teria sido criado por Varuna, mas sim por Brahma. Varuna seria relegado a um mero aditya, bisneto de Brahma. E toda a cosmologia e explicação passara a ser metafórica, para elitizar o conhecimento.
No ano de 8.400 a.C nasce um jovem chamado Rishabha (ऋषभदेव) e o Traídor, vendo no jovem uma aura pura, convence Sanaka (um dos filhos de Brahma) a incentivar o jovem à iluminação. Isso acontece e em pouco tempo o jovem cresce, assume o título de tirthankar e funda uma nova religião: o Jainismo.
Para o Traidor, quanto mais religiões existessem, mais guerras aconteceriam por diferenças de opiniões e crenças.
Deuses que viviam entre os mortais começavam a escolher religiões e incentivar a criação de novas, para que fossem cada vez mais adorados e tivessem seu ego divino insulflado. O próprio Vishnu reencarnou em diversos avatares para impedir que grande desgraça se abatece sobre os moradores do Vale do Indo devido à soberba de seus deuses.
No ano de 3.641 a.C o sacerdote Ravana (रावण) conseguiu de Brahma, após um longo e pesado sacrifício, o dom da imortalidade. Com este dom ele auxiliou o Traidor, levando terror e violência a toda a região. Assim, Vishnu se viu obrigado a voltar com um novo avatar, desta vez o jovem príncipe Rama (राम).
Essa história é contada na epopéia indiana Ramayana, de autoria do sábio Valmiki (वाल्मीकि) e narra a luta de Rama para combater o demônio que Ravana se tornara e depois o castigo do jovem príncipe por ter punido injustamente sua esposa Sita (सीता). Em sua jornada, Rama conta com a ajuda do rei-urubu Jatayu (जटायू), do rei Sugriva (सुग्रीव), de Sampati (सम्पाति) e, principalmente, do deus-macaco Hanuman (हनुमत्).
No ano de 3.300 a.C os habitantes do Indo, finalmente livres da influência destruidora de Ravana, começaram a construir a cidade que seria a maior do mundo em seu tempo e que deu origem à Civilização Indiana - a cidade de Harappa.
Apenas dois anos após a construção da cidade, nasce aquele que seria uma encarnação viva do Criador (mas que é tido apenas como um avatar de Vishnu) e seu nome era Krishna (कृष्ण). Vale ressaltar que ele é considerado pela Teosofia o sexto avatar de Deus na terra, sendo precedido por Juno (Ήρα), Anfião (Ἀμφίων), Antúlio (عينطورة), Abel (قابيل وهابيل) e Numu (Пайут). Pela tradição, os sucessores de Krishna foram Moiséis (מֹשֶׁה), Buda (बुध) e Jesus Cristo (מָשִׁיחַ).
O rei de Mathura, Vasudeva (वसुदेव), fora deposto e aprosionado por Kamsa (कंस). Segundo dizem, Kamsa fora um iluminado, mas o Traidor o desviou do caminho da luz o convencendo a aprisionar o próprio pai, tomando-lhe o reino.
Quando Krishna retorna de seu exílio, acaba convencendo Kamsa a soltar seu pai e assim o leva até o caminho da iluminação, do qual havia se perdido. Com Vasudeva novamente reinando, Krishna dedica-se a ajudar o feridos na Guerra de Kurukshetra e, quando esta termina, dedica seus dias a auxiliar pessoas confusas a encontrar a iluminação.
Graças a vinda de Krishna ao mundo dos Humanos, o panteão indiano decide que é hora de expulsar os ultimos deuses que habitavam na Terra e assim Vishnu declara guerra ao seu clã, os Kshatriyas (क्षत्रिय), e os destrói.
No ano de 2.450 a.C, os primeiros arianos vindos da Mesopotâmia se instalam no Vale do Indo e, em 710 a.C, as terras indianas são divididas em dezesseis reinos, os Mahajanapadas.
Mais tarde, em 565 a.C, nasce o legendário Siddharta Gautama (सिद्धार्थ गौतम).
Siddharta fora um príncipe do reino de Sakya, próximo ao Nepal. Aos 16 anos ele casou-se com Yashodhara (யசோதரை), com quem teve um filho de nome Rahula (রাহুল). Entretanto, aos 29 anos, Siddharta saiu para um passeio fora do castelo e conheceu a pobreza e a miséria. Tocado com isso, abandonou a vida palaciana e fora viver entre os pobres.
Aos poucos ele foi se tornando um asceta muito conhecido até que, aos 35 anos, teve uma fortíssima experiência religiosa que o levou a iluminação. E ele passou a ser conhecido como Buda (बुध).
Simultâneo a invasão grega na índia, um jovem chamado Shamuni (योद्धा) - que era um dedicado praticante da luta indiana conhecida como Chakram (चक्रम)- vai até uma das pregações de Buda e o esbofeteia, para a fúria de seus discípulos - principalmente Ananda (พระอานนท์).
Entretanto, Buda não se enfurece... ao contrário, ele trata Shamuni com respeito e preocupação - tornando-o seu discípulo.
Neste interim, no ano de 510 a.C, o patriarca chinês Manjushri (文殊) ordena que as águas do rio Catmandu sejam completamente drenadas para que ele possa descobrir se existe verdade na lenda sobre uma flor de lotos mística que abtava a profundeza das águas. Apesar de sua ação ter dado origem ao desértico vale do Nepal, a lótus jamais fora encontrada por ele.
Muitas guerras acontecem na Índia - tanto conta invasores estrangeiros, quanto entre as próprias províncias. Quando Buda morre, em 483 a.C, Ananda é procurado por Hanuman - o deus-macaco - que lhe diz que os muitos dos discípulos de Buda era puros e iluminados demais para ficar sob as ordens da corte indiana e à mercê de tantos invasores. Então, com a ajuda de Varuna, Hanuman os leva para o topo do monte Kala Patthar, no Vale do Catmandu... onde escondia-se Agartha (აგარტი) - a lótus mística que Manjushri não encontrara.
Dessa forma, em 420 a.C, é fundada a cidade de Shambhala (रहस्यवादी शहर) e a Órdem da Lótus Branca.
Quando Ananda morreu e Shamuny assumiu o título de swami (स्वामी), muitos invasores chineses e indianos começaram a tentar encontrar Shambhala para destruí-la, possuidos por demônios à mando do Traídor.
Graças a isso e à promessa de Hanuman, de que seria em Shambhala que o legendário Kalki (कल्कि) encontraria a iluminação e se descobriria como o décimo avatar de Vishnu, que Shamuny decidiu ensinar seus monges o caminho das artes marciais e do desenvolvimento do soma, usado em combate conjuntamente com a shakti.
As milhares de lendas que surgiam sobre um templo idílico erguido sob uma montanha em forma de lótus e que podia ser visto por qualquer um apenas uma vez por ano, somado às constantes guerras internas e aos saques de invasores gregos, aumentavam ainda mais a busca de pessoas desesperadas pelo templo de Shambhala.
Quando o cruel sistema de castas é instituído na Índia em 280 a.C - dividindo a sociedade entre brâmanes (religiosos, nobres e políticos), xatrias (guerreiros, militares, policiais e lutadores), vaixas (camponeses, comerciantes, artesãos e artistas), sudras (escravos, operários e empregados em geral) e haridchans (garis, coveiros, etc) - muitos habitantes da cidade fogem para o Nepal em busca de abrigo em Shambhala... o que leva a índia a construir fortes militares em Yarlung, no Tibete.
No ano 48 da Era Cristã, Maria (מרים), a mãe de Jesus (عيسى) - o novo avatar do Criador - subiu aos Céus sem morrer, tendo por única testemunha o apóstolo Judas Tomé Dídimo (توما). Tomé imediatamente foi contar aos outros apóstolos, que assim como ele mesmo duvidara quando Jesus ressussitou, duvidaram de seus relatos.
Arrependido por não ter acreditado e agora ser o alvo das dúvidas, Tomé seguiu apara a Síria para espalhar as palavras passadas a ele por seu mestre Jesus. Ao passar pela Ásia Menor, acabara encontrando o raghuvamsa (casta de reis-magos guerreiros) árabe de nome Baltazar (रक्षक)- que presenteara o menino Jesus com incenso e que era herdeiro do legado de Shamuny,sendo assim um swami .
Baltazar lhe contou sobre a casta dos raghuvamsa, sobre a Ramayana de Valmiki e sobre o templo da cidade de Shambhala.
Quatro anos antes de ser assassinado por um fanático hindu (ou seja, no ano 68), Tomé esteve em Shabhala onde abençoou a casta sagrada dos raghuvamsa e, ao ouvir a profecia de que o Criador voltaria uma décima vez, no corpo de uma mulher, encarregou os monges do templo de protegerem a reencarnação do Criador quando Esta viesse.
É válido lembrar que Tomé cita, tanto o templo de Shambhala, quando seus monges guerreiros e o swami Baltazar em seus Atos de Tomé, minunciosamente descritor no apócrifo "Livro de Tomé Adversário" que encontra-se hoje na biblioteca de Nag Hammadi.
Com as contantes invasões dos hunos ao território indiano e dos chineses ao Tibete que iniciam-se apartir do ano de 430, Shambhala é cada vez mais procurada - tanto por aqueles desesperançosos que procuram refúgio, quanto pelos gananciosos que procuram riqueza ou pelos belicosos que querem dominá-la e usar seus segredos para conquistar territórios.
Muito tempo depois, no ano de 1.498, o navegador português Vasco da Gama descobre uma rota marítima para a Índia - os famosos caminhos da Índia - e nos anos seguintes o país é tomado pelos horrores da guerra com muçulmanos, mongóis e agora também europeus. Até que, em 1.600, a Inglaterra e a Índia começam a negociar especiarias e pouco mais de 12 anos depois, o reino inglês começa a transformar a Índia em uma de suas colônias de exploração.
É importante mencionar que em 1.627 o erudito húngaro Alexander Csoma de Köros chega a Shambhala, tendo sido o primeiro ocidental no templo.
Contudo, a maior e mais desenfreada busca da História pelo templo mitológico de Shambhala ocorreu em 1.773, quando o governo inglês passou a explorar radicalmente o território (e o povo indiano) e mais de 40 milhões de pessoas morreram de fome. Caravanas com mais de 300 pessoas morriam inteiras aos pés do Nepal, sem jamais conseguir alcançar o templo sagrado. Esta exploração, diga-se de passagem, ocorre até 1.857, quando os soldados indianos se revoltam e inicia-se a Revolta dos Sipais.
Quase cinqüenta anos depois da revolta, o príncipe Dakkar (कोई नहीं) - filho do raja de Bundelkund - retorna à terra firme após sua longa jornada submarina. Graças à sua tecnologia inacreditavelmente superior à de sua época, Dakkar conseguiu encontrar Shambhala, onde logo fora nomeado o novo swami. Vale ressaltar que Dakkar possivelmente foi a figura que inspirou Júlio Verne a criar o Capitão Nemo, comandante da do submarino Náutilus - a espada do mar - e protagonista dos livros "Vinte Mil Léguas Submarinas" de 1870 e posteriormente "A Misteriosa Ilha", de 1874.
Outro marco importante ocorreu em 2 de Outubro de 1.869, quando nasceu Mahatma Gandhi (मोहनदास करमचन्द गान्धी).
Em 1.912 o barão Rudolf von Sebottendorf fora ferido durante a primeira guerra dos Balcãs e, afastado do combate, pode se dedicar aos estudos esotéricos que o levaram a procurar Shambhala durante quase um ano. Apesar de não tê-la encontrado, conheceu um grupo de drusos fanático que o convenceu de que podiam se comunicar com o povo da cidade perdida. Também o persuadiram a acreditar que os heperbóreos (arianos) eram os verdadeiros senhores do mundo e detinham poderes enormes. Assim sendo, ao voltar para a Alemanha - sua terra natal - um ano depois, Sebottendorf decidiu fundar a Sociedade de Thule, da qual participava um jovem de nome Rudolf Heß, que viria a se tornar um dos homens de confiança de Adolf Hitler.
No ano de 1.917 o jovem "jornalista" inglês James Hilton, com apenas 17 anos, foi mandado para a Índia como correspondente especial. Reza a lenda que ele se perdeu numa descida montanhosa de Kala Patthar, onde foi encontrado às portas da morte por monges de Shambhala. Ele mesmo chegou a admitir que passou dois meses em seu templo sob os cuidados deles.
Oito anos depois e já de volta a Londres, James começou a escrever o livro que seria seu maior Best Seller: Horizonte Perdido (Lost Horizon), conseguindo publicá-lo apenas em 1.933. O livro fala de um soldado britânico chamado Robert Conway que acaba sofrendo um acidente de avião e, desta forma, encontrando o idílico templo de Shangri-la. Porém, devido a suas fraquezas humanas, acaba indo embora do templo e sendo pego por uma avalanche. Ao acordar, em Xangai, Conway lembra-se de Shangri-la e só então percebe o quanto foi feliz no tempo que passou lá. Sendo assim ele passa, até o ultimo dos seus dias, procurando novamente o templo. Shangri-la, óbviamente, é uma referência a Shambhala.
De volta a Sociedade de Thule, durante a Segunda Guerra Mundial Hitler destacou um pelotão de homens só para encontrar Shambhala e tomar seu poder pra si, infrutíferamente. O máximo que conseguiram foi contatos com os Adoradores de Malchut, que eram pessoas espulsas de Shambhala por comportamente indigno.
Em 1.959 a República Popular da China invadiu o Tibete forçando assim seu governante, Tenzin Gyatso (मास्टर महासागर) - o décimo quarto Dalai Lama - a fugir para Dharamsala. Com a ajuda de um destacamento de raghuvamsa, Dalai Lama e sua família deixaram o Tibete disfarçados como soldados em direção à Índia, onde viveu em exílio até 1.967. Vinte anos depois, portanto em 1.987, ele juntou-se a um agrupamento de cientistas com a finalidade de trazer o conhecimento místico à luz da explicação científica, mas apesar de sua proximidade com as pessoas e seu compromisso com a verdade, sempre se negara a falar da cidade mística.
E assim a lenda de Shambhala, chegou até os tempos modernos.
Trilha Sonora:
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| 01. | Heart Full of Soul | Yeardbirds |
| 02. | Raga Jhinjhoti | Ravi Shankar |
| 03. | Sitar Jam | Portishead |
| 04. | Flute | Vijay Raghav Rao |
| 05. | Mukta | Frisson |
| 06. | The Hascisch Party | Klaus Doldinger |
| 07. | Morning Love | Rampal |
| 08. | OK | Buddha Bar |
| 09. | Tabla Tarang | Zakir Hussain |
| 10. | Badmarsh Shri | Ravin |
| 11. | Sitars and Things | Newton Faulkner |
| 12. | Kaliyon Ka Chaman | Umi 10 |
| 13. | Disco Rojo | Punjabi MC |
| 14. | Shomyo | Buddhist Monks |
| 15. | A Call To The Spirits of | John Willliams |
| 16. | Princesa Tibetana | Trimbiriche |
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Baltazar: Mauro Ramos (que dublou o Borges, da TV Colosso);
Dakkar: Miguel Rosernberg (que dublou o Vincent, de Os Sem Floresta);
Hanuman: Garcia Júnior (que dublava o He-man);
Mahatma Gandhi: Isaac Schneider (que dublou o Professor Xavier, em X-men - O Filme)
Tenzin Gyatso: Carlos Silveira (que dubla o tio Oswidge, em Dave - O Bárbaro);
Tomé Dídimo: Carlos Seidl (que dublava o seu Madruga, em Chaves);
Traídor: Mauricio Bergher (que dublava o vampiro Angel, no seriado homônimo);
Varuna: Márcio Simões (que dublou o gênio, em Alladin);