segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

A Mais Conhecida das Obras Clássicas

Odisséia

(Οδύσσεια)


Assim que findara a guerra de Tróia, graças ao engenhoso plano de Ulisses em presentear os troianos com um colossal cavalo de madeira recheado com milhares de soldados aqueus prontos para atacar, todos os soldados gregos começaram a voltar para suas casas, afinal a guerra se arrastara por dez longos anos.


Ulisses não fora a exceção e logo preparara suas naus para voltar a Ítaca, sua terra natal, e aos braços de sua amada Penélope e seu filho Telêmaco.


Saindo de Tróia (perto da cordilheira dos Dardanelos, na Turquia), sua esquadra desceu pelo Mar Negro e, ao passar pelo estreito do Bósfaro em direção ao Mar de Mármara, acabara chegando à região da Trácia (hoje, sul da Bulgária).


Lá, ao sopé do Monte Ismara, os homens de Ulisses encontraram a tribo dos Cicones, que sob a liderança de Eufemos auxiliaram os troianos durante a guerra.


Sem pensar duas vezes, a tripulação de Ulisses saqueou a aldeia, matando a maioria dos homens, estuprando as mulheres, degolando os bois e destruindo a cidade. Contrariando as ordens de Ulisses, os homens se mantiveram por várias semanas lá, até que os reforços dos cicones chegaram e a tripulação aquéia fora obrigada a fugir.


Contam que em cada embarcação pelo menos seis aqueus morreram.


Durante sua fuga, uma tempestade marítima violentíssima acabou desviando a esquadra de Ulisses por nove dias de seu caminho.


Quando a fúria dos céus se acalmou, eles estavam no Norte da África, provavelmente próximo da Líbia, perdidos no Mar Mediterrâneo. Lá avistaram uma ilha aparentemente tranqüila habitada por um povo que parecia ser amistoso.


Ulisses ordenou que um arauto e dois exploradores fossem a essa ilha fazer o primeiro contato com seus habitantes, a fim de conseguir reabastecer suas provisões e até negociar um local seguro para pernoitarem.


Os enviados de Ulisses perceberam que todas as pessoas da ilha eram muito tranqüilas, sonolentas e pacíficas, parecendo inclusive esquecidas e pouco inteligentes. Também repararam que ele se alimentavam exclusivamente de frutos e folhas de lótus, o que lhes valeu o apelido de lotófagos.


Em sinal de amizade os lotófagos ofereceram alguns lótus para os três homens de Ulisses comerem e estes os aceitaram.

Após comerem a flor, sentiram-se sonolentos e calmos em demasia, quase dopados. A única emoção que tinham era a vontade compulsiva de comer cada vez mais daquela flor que para eles era desconhecida.


Preocupado com seus homens, Ulisses ordenou que os três fossem trazidos de volta ao barco, mesmo contra a vontade, e amarrados no mastro para que não voltassem.


Depois de passarem mais alguns dias navegando sem rumo, a esquadra aquéia chegou à ilha de Trinácria (próximo ao vulcão Etna na Sicília, Itália) onde uma tribo de ciclopes trogloditas habitavam.


Sem saber, os aqueus entram em uma caverna em busca de comida e bebida para abastecer seus barcos, mas esta é o lar de Polifemo, o ciclope favorito de Poseidon.


Pasmos e desesperados com a presença do gigante de um único olho, os companheiros de Ulisses acabam deixando que o monstro os veja. Este, por sua vez, bloqueia a entrada da caverna com uma pedra imensa e devora dois aqueus.


Com uma esperteza ímpar, Ulisses se oferece como reles serviçal de Polifemo e começa a servir-lhe vinho. Ao ser indagado pelo ciclope qual seria o seu nome, Ulisses responde: “Eu me chamo Ninguém”. Grato pela servidão do aqueu, Polifemo diz que Ulisses será o ultimo a ser devorado.


Quando o vinho começa a fazer efeito misturado aos lótus que Ulisses colhera no reino dos lotófagos e Polifemo adormece, o herói aqueu não hesita e enfinca uma lança no único olho do gigante.


Ao ouvir os gritos de dor de Polifemo, os outros ciclopes vão até sua caverna. Quando retiram a pedra da porta para entrarem, os aqueus fogem. E quando perguntam a Polifemo quem ferira seu olho, ele só pode responder “Ninguém”.


Entretanto, Poseidon sabia quem fora. E sua ira passa a perseguir Ulisses.


A cólera das águas, manipuladas pela vontade de Poseidon, acabaram mais uma vez desviando a esquadra de Ulisses de seu caminho, fazendo com que ele fosse parar próximo a litoral da Tunísia, a Ilha de Aeolia, onde viva Éolo, deus dos ventos.


Ulisses fora pessoalmente conversar com o senhor das tormentas que, vendo nobreza no viajante aqueu, presenteou-lhe com um saco contendo todos os ventos fortes e tempestades marinhas que poderiam vir a lhe atrasar a viagem.


Quando já estava de volta ao mar, os companheiros de Ulisses aproveitaram-se que este havia adormecido e abriram o saco, liberandos todas as tempestades.


Dessa forma, a esquadra teve que voltar a Ilha de Aeolia para que Ulisses, mais uma vez, pedisse um saco de ventos a Éolo. Mas dessa vez o deus da ventania negou-se, pois havia percebido o ódio de Poseidon por Ulisses, deixando-os a própria sorte.


Sete dias se passaram em alto-mar quando os viajantes chegaram à cidade de Lamos, em Teléfilo (provavelmente onde hoje é a província grega de Mesapo): era a terra dos gigantes Lestrígones.


Ulisses ordenou que três de seus tripulantes fossem à ilha.


Estes, depois de adentrar a morada do gigante Antífates, rei dos lestrígones, foram encurralados por sua esposa até que o próprio rei agarrou um dos tripulantes aqueus e o devorou.


Os outros dois fugiram para os barcos, enquanto milhares de gigantes arremessavam pedras contra as naus afim de “pescar” os marinheiros aqueus.


Ulisses conseguiu fugir, levando consigo poucos homens e apenas uma embarcação, deixando para trás a triste lembrança de seus companheiros de viagem que encontraram seu cruel destino como refeição para os gigantes lestrígones.


Três anos já haviam se passado desde que começara sua viagem de volta para casa.


A próxima parada dos navegantes foi a Ilha de Éa (onde hoje está o Monte Circeu, na Itália). Lá morava a terrível feiticeira Circe.


Sem saber disso, os viajantes permaneceram na costa da Ilha por dois dias e duas noites até que, no terceiro dia, Ulisses resolveu explorar a ilha. Desse modo ele encontrou a clareira em frente de onde ficava o solar de Circe.


Após voltar para o acampamento levando o cervo abatido, Ulisses ordenou que 22 de seus homens, liderados por Euríloco, fossem até a casa da feiticeira.


Ela, sempre rodeada por lobos e leões, os recebeu bem... tão bem que Euríloco logo desconfiou. Aos viajantes ela ofereceu uma bebida que Euríloco se negou a tomar e que transformou seus companheiros em porcos. Desesperado, o marinheiro voltou correndo para o barco. Ulisses decide, então, resgatar seus amigos.


No caminho o herói é abordado pelo deus mensageiro, Hermes, que lhe avisa que Circe tentará envenena-lo e lhe dá uma erva que o torna imune às poções dela.


Ulisses come a comida envenenada de Circe e logo depois avança contra ela, como se fosse matá-la. Ela lhe pergunta sobre sua origem e convida-o a deitar-se com ela. Ulisses diz aceitar, mas só depois que ela trouxer seus companheiros enfeitiçados de volta a sua condição humana.


Os aqueus, bem como seu líder, permanecem na Ilha de Éa sendo muito bem tratados por Circe por um ano inteiro, quando, apesar do conforto que a feiticeira lhes proporciona, Ulisses entende que já é hora de voltar a Ítaca.


Circe permite com uma condição: ele deverá procurar o vidente tebano Tirésias, no inferno de Hades, antes de partir de Éa.


Ulisses prepara sua nau e, graças a um vento místico proporcionado por Circe, chega rapidamente a terra da Ciméria (que hoje corresponde a uma área entre o Azerbaijão, a Rússia e a Ucrânia). Lá ficava a entrada para o Inferno de Hades.


No Hades Ulisses encontrar seu melhor amigo já falecido Elpenor, sua mãe Anticleia e os mitológicos Sísifo e Tântalo.


Ao encontrar Tirésias, Ulisses fica sabendo do ódio que Poseidon passou a nutrir por ele e que o deus dos mares fará qualquer coisa para impedi-lo de voltar a Ítaca. Tirésias também diz que ele conseguirá retornar, mas que encontrará grandes problemas ao chegar lá, mas que sua esposa Penélope continua sendo fiel a ele.


Ao voltar para Éa, Ulisses ordena que seus companheiros peçam a Circe a devolução do corpo de Elpenor, para a cremação. Feito o ritual, eles se preparam para partir e Circe, após trazer-lhes provisões, diz que Odisseu deve estar preparado, pois encontrará sirenas, Cila e Caríbdis, sucessivamente.


Diz também para que Ulisses deixe um pouco de lado seus pensamentos belicosos e se preocupe mais em chegar a casa em segurança.


Durante a viagem, no perímetro marinho onde as sirenes costumam ficar, Odisseu ordenou a seus homens que tapassem seus próprios ouvidos com cera e que o acorrentassem no mastro, não o soltando não importa o quanto ele implorasse.


Dessa forma, os marinheiros não ouviam o canto enlouquecedor das sirenas e Ulisses, que os ouvia, não podia se atirar na água atrás delas, por estar acorrentado. Assim ele se tornou o único mortal a ouvir o magnífico canto delas e permanecer vivo.


Ignorando o conselho de Circe, para que abandonasse seus pensamentos guerreiros e se concentrasse em voltar para casa, Ulisses decidiu que enfrentaria Cila.


Contornando pelo litoral siciliano com a finalidade de evitar o Caríbdis, o plano de Ulisses era atacar Cila desprevenida, pelas costas. Mas Poseidon alerta o monstro marinho a tempo, e este estraçalha a ultima nau do rei de Ítaca.


Náufrago, ele acaba sendo levado pelas marés para a Ilha de Ogígia (hoje chamada de Gozo, na República de Malta), onde é salvo pela ninfa Calipso, que se apaixona perdidamente por ele.

Enquanto isso, em Ítaca, Ulisses é oficialmente dado como morto.


As tradições locais diziam que sua esposa, Penélope, deveria casar-se com um outro homem, mas ela se negava, pois ainda amava Ulisses. Assim sendo, ela decidiu começar a confeccionar uma colcha e, segundo ela, logo que a colcha estivesse pronta ela escolheria seu novo marido entre as centenas de pretendentes.


Porém a cada madrugada que passava, Penélope, furtivamente, desfazia o trabalho que fizera durante o dia. Assim a colcha nunca ficaria pronta e ela jamais deveria escolher alguém para substituir seu amado marido.


Os pretendentes dela se amontoavam as centenas, aproveitando a hospitalidade do lar de Ulisses e minando completamente suas posses.


Seu filho, agora com 14 anos, estava injuriado com o desrespeito que esses oportunistas da dita nobreza demonstravam por seu pai e decidiu, assim como seu avô Laerte (pai de Ulisses), se ausentar por algum tempo do reino.


A deusa Atena, tomando forma de um sábio homem apresentado com o nome de Mentor, procura Telêmaco, o filho de Ulisses, e o incentiva a procurar por seu pai.


Mentor providencia um barco de grande confiabilidade e Telêmaco ordena a sua serviçal Euricleia que lhe prepare provisões para uma longa viagem. Assim o jovem e Atena (disfarçada) partem para Pilos (hoje Missênia, na periferia do Peloponeso, Grécia).


Chegando a Pilos, Mentor desaparece e Telêmaco fala diretamente com o rei Nestor, que lhe narra o final da guerra de Tróia e a volta para casa, mas nada sabe lhe dizer sobre o paradeiro de Ulisses.


Ainda assim, o rei empresta cavalos e provisões a Telêmaco para que junto com o Pesístrato (filho de Nestor), possa seguir para Lacedemônia (Esparta).


Chegando a Esparta, Telêmaco e Pesístrato são recebidos pelo rei Menelau e por sua belíssima esposa Helena. Apesar de não saber o paradeiro de Ulisses, Menelau acalma o jovem dizendo que o sábio Proteu havia lhe dito que seu pai ainda estava vivo e perdido em alguma ilha.


Sete anos foi o tempo que Ulisses passou na ilha de Ogígia, sem que sua soberana, Calipso, o permitisse sair. Nostálgico e com saudade de sua esposa, ele era prisioneiro da obsessiva paixão da ninfa.


Vendo a dor dele, Atena intercede ante Zeus, que envia Hermes para ordenar que Calipso solte Ulisses e lhe providencie uma jangada.


Mesmo a contragosto, a ninfa que havia lhe prometido vida eterna lhe presenteia com a liberdade e lhe constrói uma firme jangada, para que ele possa deixar a ilha pelo menos rumo ao continente.


Durante sua viagem, Poseidon ordena que as águas, antes calmas, se tornem coléricas e que destruam a jangada de Ulisses. Ino, apiedado, dá um véu para que o viajante aqueu possa flutuar sobre a água e Atena acalma os ventos. Ainda assim, Ulisses passa dois dias e duas noites à deriva, tendo que se livrar completamente de suas roupas para não afundar.


Ele chega a nado em uma praia da Scheria (atualmente Corfu, na Albânia) onde se deita exausto nas areias e adormece.


No entanto, para auxiliar Ulisses, Atena entra em um sonho de Nausícaa, filha de Alcínoo – rei dos feácios – e pede-lhe que vá levar roupas no local onde o herói náufrago se encontra adormecido.


A jovem princesa auxilia o herói aqueu, que suplica ajuda, dando-lhe roupas, alimento e bebida, além de sugerir-lhe que vá até o castelo de seu pai e peça que lhe auxiliem a voltar para Ítaca. De acordo com Nausícaa, a forma mais segura de cair nas graças da família imperial é atirando-se aos pés da rainha Areta e conclamando ajuda.


Assim Ulisses faz e a rainha lhe oferta hospedagem.


Alcínoo, o rei, leva pela manhã Ulisses à ágora e propõe que o povo feácio ajude na construção da nau que levará o estrangeiro de volta a sua terra.


Depois disso, o rei mostra ao seu hóspede alguns dos recantos da cidade, leva-lo para ver os jogos esportivos e uma festa regada a belas canções e lindas danças. É neste clima que Pontonoo, um aedo, começa a cantar as histórias e lendas da guerra de Tróia, o que faz com que Ulisses discretamente chore.


Depois, ele põe-se a contar a seus anfitriões tudo que lhe aconteceu desde o final da Guerra de Tróia até o momento em que entrou os feácios.


Neste mesmo momento Telêmaco encontrava-se na Ilha de Ogígia, onde Calipso faz a ele a mesma proposta de imortalidade que fez a seu pai, enquanto em Ítaca, os pretendes de sua mãe pretendem embosca-lo e mata-lo quando ele retornar.


Dez anos haviam se passado e, graças à ajuda dos feácios, Ulisses finalmente consegue retornar a Ítaca, mas ao chegar ele é abordado por Atena (disfarçada como Mentor).


Mentor o alerta do perigo que o aguarda em seu lar e transforma-o, deixando com a aparência de um mendigo idoso e doente, ordenando que procure o porqueiro Eumeu (que sempre fora um fiel serviçal de Penélope e Telêmaco) na companhia do cão Argos.


No palácio de Ítaca, uma serviçal descobre o engenhoso plano de Penélope de desfazer as colchas que ela mesma fazia durante o dia e conta para os pretendentes, que passam a exigir uma decisão imediata. Então, a esposa de Ulisses lembra do arco que apenas seu marido podia envergar e lança o desafio: ela casará com aquele que conseguir envergar o arco e atirar uma flecha com ele.


Quando Mentor traz Telêmaco de volta a Ítaca, Ulisses se revela seu pai e ambos, juntos, passam a planejar uma vingança contra os pretendentes de Penélope.


Ulisses, seguindo o plano, se infiltra como mendigo em Ítaca, a fim de testar quais dos seus súditos era realmente fiel a ele. Enquanto isso, Eumeu e Telêmaco retiraram todas as armas da casa real, para que todos estivessem desarmados quando Ulisses atacasse.


À noite Eumeu leva Ulisses (ainda como mendigo) para a cidade e Iro, um outro mendigo, desafia Ulisses para um combate. Ulisses não apenas aceita como também parte o queixo do oponente com um soco.


Dias depois, muitos pretendentes tentam envergar o arco de Ulisses, mas nenhum consegue... até que o próprio Ulisses, na forma de mendigo, enverga-o.


Imediatamente sua forma real volta, enquanto Eumeu e Telêmaco trancam as portas do solar, deixando os pretendentes presos com Ulisses dentro da casa e, portanto, à sua mercê. O massacre tem início.


Com o final do massacre, Penélope é trazida por Euricleia para o saguão principal para ver seu marido, mas ela, apesar de ver a semelhança e perceber que ele envergara o arco de Ulisses, teme que não seja ele.


Então ela tem uma idéia.


Manda mudarem a cama dos dois de local, e substituí-la por uma outra cama. Quando Ulisses vê aquilo, fica injuriado e reclama perguntando quem teria ousado mexer na cama que ele mesmo fizera. Então Penélope tem a certeza de que ele é mesmo Ulisses.


Já de volta a sua posição como rei de Ítaca, Ulisses vai até a fazenda de Laerte reencontrar seu amado pai e almoçar com ele.


Mas no centro, o mensageiro de nome Boato acaba contando que fora Ulisses quem matara os pretendentes e os familiares se armam para vingar seus entes queridos mortos, liderados por Eupites.


Enquanto almoça com seus amigos e familiares, Ulisses é avisado da multidão que se aproxima em busca de vingança. Ele, Telêmaco, Laerte, Dólio e os seis filhos deste, se preparam. Então Atena aparece e ordena que Laerte arremesse sua lança para cima, de forma que quando esta cai, acerta de cheio Eupites, matando-o.


Assim, depois de poucas e duras palavras, Atena impede um novo massacre e dessa forma termina a mítica obra de Homero conhecida como Odisséia.


Provavelmente escrita no final do século VIII a.C., a Odisséia é a mais famosa de todas as obras épicas ocidentais e tem sua autoria atribuída a Homero, que fora o primeiro grande poeta grego que conhecemos e cujo nascimento coincide com o surgimento da escrita em terras gregas.


A mais antiga tradução da Odisséia para o inglês data de 1615 e foi feita em Londres pelo poeta britânico George Chapman. O humanista maranhense Odorico Mendes foi a primeira pessoa a traduzi-la para o português, em meados de 1830.


O termo “odisséia” é uma referência ao nome grego de Ulisses (Odisseu) e tem sido amplamente usado em vários países para designar longas viagens.


Um poema épico do filósofo grego Nikos Kazantzakis de nome Ασκητική (Odisséia) lançado em 1938 retira Ulisses de Ítaca após o assassínio dos pretendentes, levando-o até Esparta (onde seqüestra Helena), Creta, Egito e Pólo Norte.


Uma novela que compõe a rede de crônicas de Isaac Asimov chamada “Robot City” chamava-se Odyssey e fora escrita por Michael P. Kube-McDowell.


Na televisão, a Odisséia já foi retratada numa minissérie da NBC de 1997 chamada “The Odyssey”, que fora escrita e dirigida por Andrei Konchalovsky, sendo produzida por Francis Ford Copolla e tendo sido indicada ao Globo de Ouro e ganhado um Emmy.


Em 2001 estreou na XM Radio uma trilogia sobre a Odisséia produzida pela NPR e vencedora de vários prêmios, sendo dividida em: Tale of the Cyclops (2001), Voyage to the Underworld (2002) e The Voyage Home (2003).


O nome Odisséia, sem ter relação com a história homérica, já foi usado em diversas circunstâncias:


“Adventures in Odyssey” é o nome de um programa de rádio cristão criado por Phill Lollar e Steve Harris em 1987 e veiculado por várias emissoras.


O Odyssey TV, mais conhecido como OTN1, é um canal de televisão canadense lançado em Dezembro de 1998 e focado apenas em programas em linguagem grega, tendo preferência por temas de interesse tipicamente helênico.


Assim como a antiga emissora de televisão australiana de mesmo nome (Odyssey TV) especializada em documentários, fundada em 1997 e fechada em 2004.


Odyssey também fora o nome de um programa de televisão exibido pela CBC que contava a história de um garoto que entra em coma após cair de uma árvore e passa a viver num mundo fantástico dominado por crianças.


Uma série canadense de ficção científica chamada “Odyssey 5” foi exibida de julho a setembro de 2002 no canal Showtime.


Nos Estados Unidos, esse nome é extremamente comum, podendo designar desde um episódio da série “Lessie” até o nome de um condomínio de apartamentos, passando por marcas de moto, tacos de golfe e um navio petroleiro.


Entretanto, a ocorrência mais comum para essa palavra (bem como várias outras do vocabulário mitológico grego) é no campo da tecnologia, podendo ser um programa de computador, jipe de exploração lunar, nave espacial, módulo de comando, revista científica para crianças, sintetizador musical e até um submarino.


Na área da música, tanto a banda Incubus, quanto Orgy, KISS e Symphony X já gravaram algum som com esse nome. Yngwie Malmsteen, Fischerspooner, Hayley Westenra e Vangelis foram mais longe, gravando álbuns que levavam esse nome no título.


Uma banda nova-iorquina de Dance Music lançada em 1977 e que contava com o talento das irmãs Lillian, Carmen & Louise Lopez, também usava esse nome.


Sem mencionar o clássico (e chatérrimo) filme: 2001 – Uma Odisséia No Espaço.



Por mais absurdo que pareça, apesar de a Odisséia ser a mais conhecida de todas as obras da Literatura Clássica, não houve um único filme sequer produzido sobre ela para o cinema. Aliás, se não fosse a minissérie da NBC, simplesmente não haveria nenhum filme que a retratasse.


Sei que pode parecer tosco eu querer trocar de ator (afinal eu havia escolhido o Sean Bean para interpretar Ulisses nas Ilíadas), mas depois de assistir ao seriada em DVD, concluí: Armand Assante seria o Ulisses perfeito, tanto para a Odisséia, quanto para a Ilíada, então mudo aqui e lá também. ^^


Mas o Luiz Carlos Persy continua sendo a minha escolha ideal para dublar o protagonista, acompanhado pelo Fábio Lucindo (que dubla o Peter Parker/ Homem Aranha no novo desenho da FOX “The Spectacular Spiderman”) como a voz do Telêmaco.


Ricardo Latorre


Trilha Sonora

01.

3200 Years Ago

James Horner

02.

Hector’s Death

James Horner

03.

The Temple of Poseidon

James Horner

04.

Bom Voyage

Vangelis

05.

Dreams of Surf

Vangelis

06.

Spanish Harbour

Vangelis

07.

Odyssey

Vangelis

08.

Immortality

Vangelis

09.

Synaesthetic

The Blue Man Group

10.

Ready For Love

India Arie

11.

Eleni

Anna Vissi

12.

Traveling Soldier

Dixie Chicks

13.

Nel Cuore Lei

Andrea Bocelli

14.

Rules Of Travel

Rosanne Cash



Tabela de Posição Cronológica

1.265 a.C.

Inicia a Guerra de Tróia

1.255 a.C.

Termina a Guerra de Tróia

1.253 a.C.

Ulisses chega a Ilha de Éa

1.252 a.C.

Calipso prende Ulisses na Ilha de Ogígia

1.245 a.C.

Ulisses retorna a Ítaca

1.210 a.C.

Os Israelitas chega a Terra Prometida

1.200 a.C.

A forja do ferro chega à Europa Ocidental


Créditos:


Textos e desenhos: Ricardo Latorre